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Vereador Eduardo Moura (Novo) denuncia abandono em áreas de risco de Passarinho e cobra ações da Prefeitura após fiscalização em seis barreiras

Durante fiscalização realizada nesta quarta-feira (13), no bairro de Passarinho, o vereador Eduardo Moura (Novo) percorreu seis barreiras localizadas no entorno da Rua Córrego do Carroceiro e denunciou o que classificou como abandono da área por parte da Prefeitura do Recife.

A vistoria aconteceu poucos dias após a morte de uma mãe e da filha em decorrência de um deslizamento registrado na comunidade. Logo no início da transmissão ao vivo feita pelo parlamentar, Eduardo Moura relembrou o caso.

“Passarinho é o mesmo bairro que morreu mãe e filha numa barreira que tinha requerimento desde 2021 e nada foi feito”, afirmou.

Durante o percurso, o vereador caminhou por áreas interditadas, mostrou barreiras cobertas por lonas, escadarias comprometidas e casas ameaçadas pelo avanço da erosão provocada pelas chuvas.

“Vocês estão vendo que lona não resolve? Estão aqui as lonas. Vocês estão vendo que não adianta botar lona? Arriou a barreira inteira”, declarou enquanto mostrava uma das áreas atingidas.

Em outro trecho da fiscalização, Eduardo Moura mostrou a quantidade de barro acumulada próximo às residências e chamou atenção para o risco de novos deslizamentos. “Quando desce na chuva, desce mole, mole, mole. Isso que arrasta tudo. Só que rapidamente fica duro. As pessoas morrem sufocadas”, afirmou.

O vereador também registrou o momento em que equipes interditavam uma das áreas da comunidade. “Estão interditando nesse momento o local que a gente tá. Veja como a coisa é séria”, disse.

Ao longo da vistoria, Eduardo Moura mostrou pontos onde a água abriu cavidades por baixo das estruturas. “A água vai descendo e ela vai cavando. Quando vai cavando, o solo vai descendo. É assim que acontece o deslizamento”, afirmou enquanto mostrava um buraco aberto pela chuva sob uma escadaria.

Durante a fiscalização, moradores relataram que já haviam alertado anteriormente sobre o risco de deslizamento na área. “Já fazia tempo que acontecer, mas ninguém fez nada”, afirmou um dos moradores ao relatar pedidos anteriores por providências.

Outro morador contou que famílias precisaram abandonar as casas às pressas após o avanço da barreira. “Tá com tudo dentro. Geladeira, sofá, móvel. Só conseguiu tirar a roupa das meninas”, relatou.

A fiscalização também registrou o relato de uma moradora grávida de nove meses que vive em área de risco e enfrenta dificuldades para conseguir atendimento adequado para a filha autista.

Segundo a moradora, há cerca de dois anos aguarda vaga em creche e não consegue suporte adequado para a criança. Ela afirmou ainda que a filha não possui acompanhamento especializado, como ADI (Auxiliar de Desenvolvimento Infantil), AADEE (Agente de Apoio ao Desenvolvimento Escolar Especial), psicólogo e nutricionista.

Ao deixar a residência da moradora, Eduardo Moura mostrou a ponte utilizada diariamente pelas famílias da localidade e comentou. As imagens da fiscalização também registraram um pai atravessando a ponte carregando a filha pequena enquanto passava ao lado de áreas de barreira cobertas por lona.

Durante a vistoria, o vereador voltou a questionar as medidas adotadas atualmente para contenção das encostas.

“Lona não resolve”, repetiu ao mostrar novas áreas de risco no entorno da Rua Córrego do Carroceiro. Em determinado momento da transmissão, Eduardo Moura criticou a propaganda institucional da Prefeitura do Recife sobre apoio às famílias atingidas pelas chuvas. “Acabou de aparecer uma propaganda da Prefeitura dizendo que tá dando apoio às famílias em risco. Cadê o apoio, Prefeitura?”, questionou.

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