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Vereador Eduardo Moura (Novo) cobra solução estrutural para alagamentos no Recife após novos alagamentos na cidade

O vereador Eduardo Moura (Novo) cobrou, nesta terça-feira (12), na Câmara Municipal do Recife, uma resposta estrutural da Prefeitura do Recife para os alagamentos recorrentes na cidade. Em discurso no plenário, o parlamentar afirmou que, mesmo com chuva moderada e maré baixa, pontos tradicionais de alagamento voltaram a registrar transtornos.

Áreas como a Av Recife, em Areias, e a Av. Mascarenhas de Morai, na Imbiribeira, amanheceram novamente alagadas, repetindo um problema que, na avaliação dele, não pode ser tratado como inevitável.

“A população sempre se pergunta: vai resolver quando? Alguns já perderam essa esperança. Mas o Recife não alaga simplesmente porque está abaixo do nível do mar”, afirmou.

Durante a fala, o vereador fez uma demonstração prática para explicar o que apontou como uma das causas centrais do problema: o assoreamento dos rios e canais. Moura comparou o sistema de drenagem da cidade ao princípio dos vasos comunicantes, segundo o qual a água escoa para o ponto mais baixo.

“Se o leito do rio estiver acima da cidade, a água não vai escoar. Quando se baixa o leito do rio, a cidade drena para o rio. É assim que se drena uma cidade”, explicou.

O parlamentar defendeu que a solução passa por intervenções estruturais de macrodrenagem, limpeza e desassoreamento dos rios e canais, além da ampliação da capacidade da rede de drenagem urbana. Ele reconheceu que as obras são complexas e custosas, mas afirmou que o custo da omissão é maior.

“A solução existe. Ela é trabalhosa e cara. Mas quanto vale uma vida?”, questionou Moura, ao citar riscos associados aos alagamentos, como mortes por choque elétrico, deslizamentos de barreiras e doenças provocadas pelo contato com água contaminada.

Eduardo Moura também criticou a justificativa recorrente de que os alagamentos seriam consequência natural da geografia do Recife. Para ele, a cidade precisa enfrentar o problema com planejamento técnico, prioridade orçamentária e responsabilidade na execução das obras.

“O problema do Recife é outro: os rios estão assoreados. Enquanto isso não for enfrentado, a cidade continuará convivendo com os mesmos pontos de alagamento”, concluiu.

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