O PT já discute internamente um “plano B” para a disputa ao governo de Minas Gerais diante de sinais crescentes de que o senador Rodrigo Pacheco pode não entrar na corrida em 2026. Embora publicamente mantenha a indefinição, aliados avaliam que ele não deve ser candidato e já teria sinalizado essa posição em conversas reservadas.
Nos bastidores, também circulam especulações sobre outros destinos para Pacheco, como uma vaga em tribunais superiores ou até mesmo um afastamento da vida pública. A desconfiança em torno do senador aumentou após a rejeição de Jorge Messias, episódio que gerou questionamentos sobre sua atuação e proximidade com Davi Alcolumbre.
Dentro do PT, a avaliação é de que Pacheco nunca demonstrou disposição plena para disputar o governo mineiro, o que acelerou a busca por alternativas. O nome mais citado é o do empresário Josué Alencar, visto como alguém com capacidade de diálogo e boa interlocução política. Parte da militância já demonstra apoio ao seu nome.
Apesar disso, o partido segue dividido. Uma ala ainda defende a manutenção de Pacheco como candidato, destacando seu apoio dentro da base governista e sua articulação por uma ampla coligação. Ao mesmo tempo, lideranças admitem, nos bastidores, a necessidade de preparar uma alternativa.
Outros nomes também entram no radar, como Marília Campos, Reginaldo Lopes e Alexandre Kalil, este último visto como mais testado eleitoralmente, apesar de resistências políticas.
Sem definição de Pacheco, o PT mantém o apoio público ao senador, mas amplia, nos bastidores, o leque de alternativas, refletindo a incerteza sobre a condução da disputa em um estado considerado estratégico para o projeto nacional do partido.
Com informações do O GLOBO
