Trabalhos entram agora na fase de derrubada das fundações e remoção dos materiais.
Os trabalhos de demolição do edifício situado no número 515 da Rua da União, no bairro da Boa Vista, na área central do Recife, entraram na fase de remoção das fundações e dos materiais gerados pela obra. A demolição do prédio em si, que tinha 12 andares e apresentava risco iminente de desabamento, já foi concluída. As intervenções estão sob a responsabilidade da Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Ordem Pública e Segurança (Seops), com investimento municipal de R$ 1,6 milhão.
Os serviços utilizam escavadeira hidráulica e marcam a última etapa da obra, que deverá ser concluída nas próximas semanas. Do 12º ao quinto pavimento, os profissionais fizeram a demolição de forma manual, com o uso de martelete, uma espécie de furadeira com sistema eletropneumático de impacto. Com o trabalho mecanizado, a demolição foi feita do quarto andar até o térreo, utilizando o entulho gerado pela própria obra como rampa de acesso para a escavadeira hidráulica.
De acordo com o secretário Alexandre Rebêlo, o objetivo é liberar a área antes do final do ano. “Conseguimos agilizar os trabalhos, que foram feitos com muita responsabilidade, para evitar que ocorressem danos para os moradores do entorno do edifício e para as pessoas que circulam na área”, afirma o gestor.
O trabalho começou em janeiro com os serviços preliminares, como isolamento do perímetro, instalação de tela e bandeja de proteção, escoramento e fechamento dos vãos internos da edificação. Para garantir a segurança, foi feito escoramento específico, conforme projeto elaborado por calculista contratado pela Prefeitura.
*RISCO* – O acompanhamento da obra está a cargo da Defesa Civil do Recife, que vinha monitorando a situação do prédio e constatou que, ao longo dos anos, o risco estrutural foi progressivamente agravado em razão da ausência de manutenção e das intervenções necessárias. O caso foi judicializado. Entretanto, os proprietários são falecidos e não foi possível localizar herdeiros, não havendo qualquer resposta ou providência quanto às recomendações técnicas emitidas. Assim, diante da iminência de danos às edificações vizinhas, tornou-se necessária a demolição como medida de proteção à coletividade.
