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MPRJ reabre investigação das “rachadinhas” contra Carlos Bolsonaro 

Procuradoria-Geral considera arquivamento prematuro e determina novas diligências sobre compra de imóvel, plano de saúde e uso de cofre bancário

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro reabriu o inquérito que apura suspeitas de desvio de recursos públicos – as conhecidas “rachadinhas” – no gabinete do ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), na Câmara Municipal do Rio.

A decisão partiu da Procuradoria-Geral de Justiça, que “considerou o arquivamento prematuro” e determinou a retomada das investigações para que se possa formar “juízo mais seguro sobre eventual denúncia ou novo arquivamento”.

A investigação havia sido encerrada em setembro de 2024. Na ocasião, sete servidores do gabinete foram denunciados por peculato, mas Carlos Bolsonaro foi poupado da acusação.

O promotor responsável à época, Alexandre Murilo Graça, argumentou que as provas reunidas – depoimentos, relatórios e laudos – não indicaram movimentação de valores para as contas do então vereador.

A situação mudou quando o juiz Thales Nogueira Cavalcanti Venâncio Braga discordou do encerramento. Ele identificou omissões e inconsistências na apuração e encaminhou o caso à Procuradoria-Geral, que, após análise da sua Assessoria Criminal, concluiu que diligências indispensáveis não haviam sido cumpridas.

O que motivou a reabertura
Três pontos concentram as atenções da nova fase investigativa.

O primeiro diz respeito ao pagamento do plano de saúde de Carlos Bolsonaro: segundo um relatório, ao longo de nove anos de contratação do serviço, apenas uma parcela teria sido quitada por meio da conta bancária do ex-vereador. A Procuradoria determinou que as operadoras sejam consultadas para esclarecer valores, modalidades de pagamento e a identidade de quem arcou com as demais mensalidades.

O segundo ponto é a aquisição de um apartamento em Copacabana, na Zona Sul do Rio, em 2009. Carlos Bolsonaro declarou o imóvel por R$ 70 mil, quantia apontada pelo parecer da PGJ como incompatível com os preços praticados no mercado imobiliário da região naquele período.O terceiro elemento que motivou a retomada é o acesso periódico a um cofre em agência bancária. O documento da Assessoria Criminal registra que o ex-vereador realizava pelo menos uma visita mensal ao compartimento – prática que, segundo o texto, “despertou atenção, pois cofres bancários, usualmente, se destinam à guarda de joias, documentos ou grandes somas em dinheiro”.

As informações são do portal O Antagonista.

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