Derrota para o Cuiabá aumenta a pressão sobre o Timbu, que terá pela frente o Sport nos Aflitos em um confronto que pode ser decisivo para as pretensões do time de permanecer na Segundona
A crise volta a rondar o Náutico em um momento delicado da Série B. A derrota por 3 a 0 para o Cuiabá, nesta segunda-feira, na Arena Pantanal, recoloca em evidência os problemas de instabilidade vividos pela equipe pernambucana ao longo da competição e aumenta a pressão para o clássico com o Sport, sábado, às 16h30, no estádio Esportes da Sorte Aflitos.
O Náutico vai jogar um clássico em casa, mas o que poderia ser uma vantagem pode se virar contra o próprio time, que chega sob enorme pressão, após uma atuação desastrosa contra o América-MG; um empate cedido nos minutos finais no jogo com o Operário; e outra atuação muito abaixo, agora, diante do Cuiabá. A sequência recente expõe uma equipe que voltou a perder consistência quando encaminhava o roteiro da tranquilidade nas últimas rodadas.
Com 38 pontos, embora mantenha, hoje, oito pontos de distância para o Z-4 – graças aos tropeços dos adversários -, o Náutico vem assistindo, a cada rodada, as oportunidades de chegar aos 45 pontos, margem histórica de segurança para garantir a permanência na Série B, serem adiadas. Com nove rodadas pela frente, o desempenho recente torna essa distância de sete pontos para os 45 mais distante do que pode parecer.
A pressão é enorme também sobre os técnicos Hélio e Guilherme dos Anjos. O time vem mostrando uma flagrante desorganização tática em campo, além de uma falta de sintonia entre elenco e plano de jogo. O próprio treinador Guilherme dos Anjos atribuiu, após o jogo com o Cuiabá, a derrota à “falta de intensidade e envolvimento” dos jogadores, num discurso que foi ouvido outras vezes.
Se o presidente Bruno Becker tem segurado a dupla de treinadores até agora, dificilmente terá condições de manter tal postura em caso de um resultado negativo no clássico. O problema é que restarão apenas oito rodadas até o fim da Série B.
